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Eu não sou profissional da moda e nem sei me maquiar direito.
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"Toda mulher no fundo é uma especialista em beleza."
Logo, como eu gosto muito de escrever, criei este blog com a intenção de compartilhar com as minhas amigas e leitoras, moças bonitas, assuntos que nós, mulheres, curtimos muito.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Vamos a las compras en Buenos Aires

“Dame dos”

(Foto: Casal cruza rua de Buenos Aires com o Obelisco ao fundo (esquerda) e o interior do Galerías Pacífico)

Responda rápido: o que foram fazer 460 mil brasileiros em Buenos Aires no ano passado? Comer a melhor parrilla de suas vidas? Secar o time de Maradona in loco nas eliminatórias da Copa da África do Sul? Tomar cortado (ou lágrima) até enjoar? Dançar tango com direito àquelas expressões de rosto dramáticas? Sentir um gostinho de Europa a três horas de distância?


Tudo isso pode ter sido parte da motivação, mas certamente não foi a principal. A principal foi o fato de o real seguir forte, muito forte em relação ao peso argentino. Hoje, R$ 1 vale aproximadamente AR$ 2,20*, a melhor cotação nos últimos dez anos – pelo menos. Com isso, uma velha expressão dos argentinos daqueles tempos em que deitavam e rolavam em Balneário Camboriú, Canasvieiras, Búzios, Morro de São Paulo e Jericoacoara foi reabilitada. Mas agora quem diz “Dame dos” (“Me dá dois”) são os brasileiros.

*Valor em maior/2010

Com produtos como uma blusa da Zara por AR$ 49 – cerca de R$ 22, portanto –, é difícil não resistir à tentação do “dame dos”. Que o diga a carioca Maria Moreira, que, com o marido, Nilton, esteve na capital portenha em março. “Vim para passear, mas fiquei impressionada com os preços e acabei comprando muitas roupas”, diz ela. “No Rio teria gastado três ou quatro vezes mais.” Dados do Global Refund, a empresa que administra o programa que devolve ao turista o valor dos impostos embutidos nos produtos adquiridos, mostram que, em dezembro de 2009, os brasileiros foram responsáveis por 23% das compras feitas por estrangeiros na capital argentina. A soma da participação de americanos e chilenos, os viajantes que vieram a seguir, fica abaixo desse percentual.

Os brasileiros não param de chegar. De acordo com a Secretaria de Turismo de Buenos Aires, em fevereiro de 2010, estivemos em quantidade 56% maior que um ano antes. E, para o próximo inverno, a expectativa é de que a capital argentina receba 25% a mais de brasileiros – é bem verdade que o inverno passado foi comprometido pela gripe A. Não é por outra razão que taxistas, vendedores, recepcionistas de hotel e garçons cada vez mais se esforçam para falar algo mais próximo do português. É só puxar um papo com eles sobre as novelas da Globo – elas fazem o maior sucesso por lá –, e você vai ouvir perguntas sobre o Rrrossê Mayer e a Rrruliana Paes.

Mas voltando às compras: na terra do alfajor, da uva malbec, da jaqueta de couro – e das grifes internacionais baratas –, bater pernas é também sinônimo de passear. De Puerto Madero a Belgrano, o visitante encontra lojas bacanas entre um ponto turístico e outro. Isso quando a própria loja não for ponto turístico, como a livraria El Ateneo Grand Splendid. E mesmo aqueles avessos às compras, que trocariam cinco minutos de bateção de pernas por cinco dias de vinho e parrillada,vão se deixar seduzir pelas vitrines do bairro de Palermo, onde o deus Cool fez sua morada no continente. Passear, tomar um café e fazer compras nessa região, não necessariamente nessa ordem, é um programa delicioso.

A livraria Eterna Cadencia e O bacana Bar 6
Pontos turísticos famosos na cidade.


Com isso, você vai se surpreender se, ao fim da viagem, notar que não entrou em um único shopping sequer (apesar de o Unicenter, lá para as bandas da bonita San Isidro, merecer uma visita). Além disso, as melhores lojas em diversas especialidades em outras regiões da cidade para passar o cartão de crédito sem culpa. Entonces, dame dos, por favor?


Por: Manuela Nogueira
Foto: Priscilla Boffo
Revista Viagem & Turismo. Reportagem publicado em 05/2010

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